REPORTER POR UM DIA COM PREFEITO FORMIGA HISTÓRIA DA QUADRA 30

História do Gama

Visão geral do reformado Estádio Bezerrão, no DF
Wilson Pedrosa/AE
O novo Estádio do Bezerrão, na região administrativa do Gama, no Distrito Federal, reformado para a candidatura a sede da Copa 2014. Visão da região das cadeiras e das cabines. 17/11/2008



1. HISTÓRICO – GAMA
Com a transferência da Capital da República para o Planalto Central, tanto o ribeirão como as áreas que pertenciam à fazenda Gama ficaram dentro da área escolhida para sediar a nova capital do Brasil. Conforme o Censo Experimental de Brasília de 1959, residiam na futura área do Gama cerca de 1.000 pessoas, assim distribuídas: nos arredores da Fazenda Gama, 587; na Fazenda Ponte Alta, 259; e na Fazenda Ipê, 108 habitantes. Foram assentados, no local da futura cidade, 30 famílias retiradas da barragem do Lago Paranoá, devido à finalização da obra da barragem. Assim nascia o Gama.
Segundo os registros da Freguesia de Santa Luzia, hoje Luziânia, que ainda se encontram no departamento de Terras e Colonização de Goiânia, a Região Administrativa do Gama está localizada em terras que pertenceram às fazendas do Ipê, Alagado, Ponte Alta e Gama, tendo esta última dado origem ao nome da cidade.
Embora não se tenha conhecimento exato da origem da palavra “Gama”, com que se intitulava a fazenda que emprestou seu nome à cidade, uma coisa é certa; ela partiu do Platô do Gama, onde estão localizadas as cabeceiras do ribeirão do mesmo nome. Na época, o Padre Luiz da Gama Mendonça levava sempre seus ofícios às massas nas mais distantes localidades e era normalmente venerado, nada mais justo seria se supor que, em homenagem ao Padre, fosse dado ao Platô e ao Ribeirão o nome Gama, uma vez que, nenhuma outra família existiu por estas bandas com nome ou prenome GAMA.
A RA II foi criada através da Lei n.º 49/89 e do Decreto n.º 11.921/89, que fixa os novos limites das Regiões Administrativas do Distrito Federal.
Até 1989 a RA II englobava o Núcleo Urbano de Santa Maria, transformada em 1992 na RA XIII, por meio da Lei nº 348/92 e o Decreto nº 14.604/93, e as terras do então Recanto das Emas que se transformou na RA XV em 27 de julho de 1993 pela Lei nº 510/93 e o Decreto nº 15.046/93.
A Região Administrativa do Gama é formada por área urbana e rural. A área urbana está dividida em 6 (seis) setores: Norte, Sul, Leste, Oeste, Central e de Indústria.
O projeto da cidade lembra o formato de uma colméia. As quadras possuem formato hexagonal e, internamente um, formato triângular, com uma média de 96 a 100 lotes. Em cada triângulo, há um setor comercial.
A área rural é formada pelo Núcleo Rural Monjolo, pela Colônia Agrícola Ponte Alta, Córrego Crispim, Núcleo Rural Ponte Alta de Baixo , Ponte Alta Norte e Alagado.
A Região Administrativa tem como Santo Padroeiro São Sebastião, com data de Culto Público em 20 de janeiro, sendo ponto facultativo na Região Administrativa, conforme Lei n.º 2.908, de 05/02/2002.

 
Acesse os links abaixo para visualizar os mapas do Gama. Os mapas estão em formato .pdf.
 DVO

2 - Histórico da Cidade

Embora não se tenha conhecimento exato da origem da palavra GAMA com que se intitulava a fazenda que emprestou seu nome à cidade, uma coisa é certa: ela partiu do Platô do Gama onde se localizavam as cabeceiras do ribeirão do mesmo nome.
Segundo pesquisas sobre o assunto, constado "ALMANACH DE SANTA LUZIA " publicado em 20 de novembro de 1920 sob o título "SANTA LUZIA - Esboço Histórico e Geographico da Cidade e Município", os trechos seguintes:

"Antônio Bueno de Azevedo tendo trabalhado com seu pai nas minas de Paracatu durante quase dois anos, em meados de agosto de 1746 formou, naquele povoado, uma volumosa bandeira, composta de amigos, patrícios e grande número de escravos e, à frente da caravana, marchou em rumo de noroeste , atravessou a Serra de Lourenço Castanho, o rio São Marcos, as belíssimas veredas que ficam entre este rio e o ribeirão dos Arrependidos, e, no dia 24, aportou à margem esquerda de um outro rio, a que chamou de São Bartolomeu, em louvor ao santo do dia.
Partiu para oeste a 11 de dezembro. Atravessou dois ribeirões e algumas chapadas e, no dia 13 ao descambar da última, fez alto na praia de um bonito riacho.
Tendo observado que no leito do córrego, ao longo das estrias de esmeril, brilhavam ao sol do meio dia, faíscas do fidalgo metal, mandou lavar um punhado daquela areia e, tal foi a quantidade de ouro que se mostrou aos olhos ambiciosos e fiscalizadores, que, por momentos, teve a cabeça inteiramente desvairada.
Mergulhado naquele prazer de riquezas, prazer que se misturava com a dúvida da desconfiança, mandou diversas vezes repetir a operação e, tanto ouro em granitos e palhetas encontrou, que o nobre paulista, genuflexando-se reconhecido, ergueu com sua gente, fervorosa prece à Santa Luzia, heroína do dia, e dedicou a esta valorosa mártir as minas que acabava de descobrir e a povoação que nelas ia fundar.
Dentro de pouco, eram lançados os fundamentos de uma importante povoação, nas duas margens do riacho que, pela lavagem de ouro, tinha suas águas constantemente barrentas e que, por isso, ficou chamado de Rio Vermelho. No começo do ano de 1747, chegou a Santa Luzia o padre LUIZ DA GAMA MENDONÇA, o primeiro sacerdote que penetrou no acampamento dos mineiros, sendo a primeira missa celebrada, a pedido de Bueno, no dia 25 de março, em um altar improvisado decentemente, junto à grande cruz erguida a 14 de dezembro último."
Sendo na época o padre, aquele que levava sempre seus ofícios às massas nas mais distantes localidades e era normalmente venerado, nada mais justo seria se supor que, em homenagem ao padre da GAMA Mendonça, fosse dado ao Platô e ao Ribeirão o nome de GAMA, uma vez que, nenhuma outra família existiu por estas bandas com nome ou prenome GAMA. Anos mais tarde este foi o nome de uma das quatro fazendas que deram origem à cidade. As outras fazendas se chamavam: ALAGADO, PONTE ALTA e IPÊ.